Idosos sofrem com o envelhecimento pós covid

Idosos

No começo da pandemia do novo coronavírus , a preocupação com os idosos era grande e evidente: um dos maiores grupos de risco conhecidos, eles consistiam na maior parcela de internações graves e do número de mortes …

Quanto mais avançada a idade do paciente e a debilitação do organismo, mais propenso ele está a apresentar sintomas pós-covid. Além disso, diversos estudos indicam que as sequelas comuns do coronavírus estão associadas à gravidade das condições de doença que os idosos sofreram.

Sim, às vezes, os sintomas de COVID-19 podem persistir por meses. O vírus pode danificar os pulmões, o coração e o cérebro, aumentando o risco de problemas de saúde a longo prazo.

Com o início da vacinação e a priorização desse grupo de risco na fila da imunização, começamos a ver uma mudança nesse perfil e em março de 2021, as mortes por covid-19 de pessoas mais novas, até 59 anos, já passavam da metade..

Porém a maioria dos idosos carrega sequelas ate hoje

Sabemos que como toda doença, os impactos da infecção pela covid-19 aparecem nos idosos de formas diferentes. “A população idosa é muito heterogênea, temos idosos robustos que fazem quadros leves e com poucas sequelas e idosos frágeis que geralmente têm um impacto funcional importante da doença”, pondera Casarotto. “Um estudo interessante mostra os desfechos de fraturas de fêmur em pacientes que apresentaram covid-19 em comparação com pacientes que apresentaram estas fraturas antes da pandemia. Embora o perfil das fraturas tenha sido semelhante, a mortalidade foi 7 vezes maior naqueles que tinham histórico de covid-19, provavelmente refletindo o impacto da infecção sobre a capacidade de resposta a desafios orgânicos..

 

  As sequelas mais relatadas entre os idosos encontramos:
  • Motoras: síndrome da fragilidade, maior tendência a quedas, perda do trofismo [volume da massa muscular que existe no corpo] e força muscular, sarcopenia, etc.;.
  • Vasculares: AVC, trombose; Respiratórias: persistência do cansaço pelo comprometimento permanente da capacidade pulmonar, infecções pulmonares recorrentes, entre outras;.
  • Cognitivas e neuropsiquiátricas: queixas de memória, insônia, alterações do humor, ansiedade, depressão, síndrome do estresse pós-traumático, entre outras mais;
  • Renais: incontinência urinária, insuficiência renal,

As mudanças que acontecem no sistema imunológico durante o processo de envelhecimento do corpo, chamado imunossenescência, é o fator que eleva riscos de os idosos terem uma infecção grave causada pelo novo coronavírus (Sars-cov-2) e outras doenças. Essas alterações levam a um aumento da incidência e da gravidade de doenças infecciosas, sejam elas causadas por bactérias ou vírus. Além disso, há uma maior prevalência de comorbidades nessa faixa etária com diabetes, hipertensão e doenças cardíacas como fatores predisponentes a complicações no curso da doença

As comorbidades crônicas como, por exemplo, a diabetes mellitus e a obesidade, mantêm o paciente em um estado inflamatório crônico, ou seja, tornando-o suscetível a outros quadros inflamatórios/infecciosos com resposta exagerada, como o que ocorre na covid-19.

Devido à associação entre comorbidades e infecção pelo novo coronavírus, foi responsável por  72% dos óbitos por covid-19 foram de pessoas com mais de 60 anos, e 70% delas apresentava pelo menos um fator de risco, sendo os principais: diabetes, obesidade e hipertensão.

Algumas instruções gerais podem ser dadas aos pacientes, a fim de manter um controle adequado de suas doenças e evitar mais riscos para infecção grave por covid-19.

O apoio dos familiares pela manutenção do tratamento adequado dos idosos é essencial para evitar a descontinuidade terapêutica e esse apoio também tem o potencial de evitar a deterioração da saúde mental do idoso.

É preciso ter em mente que para os pacientes idosos, principalmente aqueles que já apresentavam alguma comorbidade, o vírus tem potencial limitante. Assim, mesmo que tenham se recuperado e sobrevivido à COVID-19, eles estão mais sujeitos a várias situações de fragilidade.  Por isso é recomendado que todos os idosos que já tiveram Covid terem um plano de saúde para acompanhamento  de médicos e exames.

 

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