As 5 forças de Porter no Marketing Digital

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Entenda como as 5 forças de Porter se aplicam ao segmento das agências de Marketing Digital

Apesar do marketing digital ter surgido em 1990, ainda é uma novidade no mercado e vem sendo explorado de inúmeras formas a cada nova tendência. Pensar em negócios hoje, é pensar em conexão e inovação tecnológica, e consequentemente, pensar em Internet.

Existem diversas formas de criar uma estratégia de marketing digital, e apesar de haver métodos novos e de certa forma hypados, hoje falaremos sobre as 5 Forças de Porter, um modelo de gestão de negócios desenvolvido por Michael Porter em 1979.

Sim, é um modelo que existe há mais de 40 anos e ainda se faz atual e eficaz para empresas que estão surgindo agora e querem se tornar competitivas no mercado, independente do seu nicho ou segmento.

Neste conteúdo, vamos conhecer cada uma das forças de Porter, sua função e como se aplicam ao segmento das agências de Marketing Digital. Boa leitura!

Michael Porter – O professor de Harvard mais citado em artigos de economia e negócios 

Michael Porter é um fenômeno do mundo dos negócios. Com apenas 26 anos começou a lecionar na universidade de Harvard e sua trajetória é muito inspiradora.

Nasceu em 1947 em Ann Arbor, no Michigan, estado norte-americano. Licenciou-se em Engenharia Mecânica e Aeroespacial na Universidade de Princeton. Obteve um MBA e um doutoramento em economia empresarial, ambos em Harvard, onde se tornou professor aos 26 anos de idade.

Porter ascendeu profissionalmente muito rápido e logo se tornou uma referência para a ciência da gestão. Desenvolveu uma teoria econômica em Harvard, apresentando técnicas e conceitos para resolução de problemas em corporações. 

Continua desenvolvendo estudos, conceitos e modelos de gestão ligados à Harvard e seu principal foco é a análise de competição em um contexto de mercado e estratégia empresarial. 

É um dos autores mais requisitados por empresas, governos e círculos acadêmicos. Suas obras buscam analisar de forma complexa o ambiente empresarial, onde ensina sobre desenvolvimento econômico, disputa política, meio ambiente e saúde.

Hoje, além de professor renomado da Harvard Business School, Porter é fundador da empresa Monitor Group. o qual integra agora o grupo Monitor Deloitte.  

As 5 Forças de Porter

Foi em 1979 que Porter lançou o seu trabalho mais importante e conquistou reconhecimento no mundo todo, o artigo As cinco forças competitivas que moldam a estratégia, na revista Harvard Business Review. 

As 5 forças de Porter foram desenvolvidas com base nas lacunas abertas pela análise SWOT, a fim de criar um verdadeiro pilar para as empresas, ajudando a entender as forças que influenciam na capacidade da empresa de satisfazer os clientes e obter lucros. 

Com isso, a partir da análise das 5 forças de Porter, as empresas devem ser capazes de identificar qual a sua posição no mercado baseado nas suas forças e fraquezas (conceito trabalhado pela matriz SWOT).

A análise traz um olhar inovador sobre a competição de empresas que vai além dos concorrentes diretos, mas todo o mercado e como você pode utilizar as inovações e desafios a seu favor. 

Vamos conhecer cada uma delas e entender a sua função e importância para um planejamento estratégico.

Força 1 – Ameaça de produtos substitutos

Os substitutos são produtos ou serviços que não necessariamente fazem parte da mesma categoria mas podem substituir o produto ofertado por uma empresa, diminuindo a sua fatia de mercado.

É o caso das calcinhas absorventes, coletores e absorventes de pano, produtos que chegaram com uma proposta inovadora que substitui os absorventes descartáveis. 

Nesse caso, a análise busca entender o comportamento do cliente, o quão disposto está a mudar de produto e quais motivos levam a isso, como o preço dos produtos, a qualidade, a familiaridade com a marca e etc.

Os fatores levados em conta na análise desta força são:

  • Poder de negociação do cliente;
  • Qualidade da mercadoria;
  • O quanto o produto é diferenciado;
  • Relação preço-rendimento.

O Marketing Digital é um serviço oferecido por diversas empresas e agências, uma vez que se tornou uma tendência de mercado. As empresas não só oferecem este serviço como educam o mercado, os clientes e os consumidores, que passam a desenvolver a sua própria estratégia de marketing.

Dessa forma, a concorrência entre agências é extremamente alta e aquecida, resultando em preços menores e maior poder de negociação dos clientes, que podem ditar as condições de pagamento.

Força 2 – Entrada de novos concorrentes

Essa força serve para analisar com que facilidade uma empresa consegue se inserir no mercado ou em um segmento específico. A ideia é que quanto mais difícil for a entrada de novos concorrentes, menor essa ameaça será. 

Existe uma grande vantagem para as empresas que já estão dentro do mercado, já que não precisam concorrer com tantas empresas e as margens de lucro são maiores. 

No entanto, é mais difícil inovar num mercado com pouca concorrência, contribuindo ainda com a formação de monopólios e oligopólios. 

Os fatores levados em conta na análise desta força são:

  • Valor da marca;
  • Escalabilidade;
  • Acesso aos canais de distribuição;
  • Custos implicados em eventuais mudanças (lançamento de novos produtos em resposta a novos concorrentes, por exemplo);
  • Diferenciação do seu serviço frente aos concorrentes;
Força 3 – Poder de negociação dos clientes

Essa força está relacionada com a lei de oferta e demanda. Se há muita procura por um produto, as empresas detém maior poder de barganha, agora se os consumidores encontram diversas opções, eles detém maior poder de barganha, que nada mais é que o poder de ditar como o produto será ofertado, fazendo o mercado se moldar às necessidades dos consumidores.

Aqui, a análise serve para compreender de que forma a pressão dos consumidores por produtos melhores vai influenciar a competição do mercado. A pressão intensa dos consumidores gera uma concorrência mais forte.

Quando são as empresas que detém maior poder de barganha, fica mais fácil ditar tendências e ofertar os produtos conforme os seus objetivos.

Os fatores levados em conta na análise desta força são:

  • Qual a disponibilidade de informações a respeito de uma mercadoria;
  • Comportamento do consumidor;
  • Há produtos substitutos?;
  • Preço final do consumidor.

Como citamos acima, as agências de Marketing Digital precisam desenvolver uma proposta arrojada e competitiva se quiserem superar a concorrência. Os consumidores exigem cada vez mais produtos completos por preços acessíveis, um desafio que as agências enfrentam para continuar crescendo e garantir sua fatia de mercado.

Força 4 – Poder de negociação dos fornecedores

O fornecimento de produtos e mercadorias é um fator determinante para a precificação do produto final. Os fornecedores podem aquecer ou não o mercado, dependendo do seu poder de barganha. 

São essas empresas que ditam as regras de preços e prazos. Quem fornece insumos exclusivos, por exemplo, pode cobrar muito mais pelos produtos, uma vez que as empresas dependem deles. 

Já um mercado repleto de fornecedores diminui e muito os preços, já que as empresas têm mais opções e a concorrência aumenta.

Um ponto importante a ser considerado, é jamais depender exclusivamente de um fornecedor, pois qualquer problema que ele apresenta influencia diretamente nos prazos de entrega da sua empresa, nos gastos e lucros previstos. 

No segmento das agências de Marketing Digital, os principais fornecedores são:

  • Designers gráficos
  • Empresas de TI
  • Produtores de conteúdo (social medias, redatores e etc).

Como você pode ver, são áreas tecnológicas que podem ser feitas à distância. Isso possibilita um leque de opções para as agências de Marketing, que podem contratar pessoas e empresas de qualquer lugar do mundo. 

Com muita opção, o poder de barganha dos fornecedores cai, já que são facilmente substituíveis por outros prestadores de serviço. 

Uma ótima maneira de encontrar estes profissionais é por meio de plataformas digitais de emprego, como o Workana, GetNinjas, 99Freelas e LinkedIn. O poder de barganha das agências é maior, mas o desafio de encontrar profissionais qualificados também é.

Força 5 – Rivalidade entre os concorrentes

A última força do modelo de gestão de Porter analisa a rivalidade entre os players do mercado, a fim de contornar margens de lucro apertadas e obter maior vantagem competitiva.

Com muitos competidores no mercado, obter novos clientes é a tarefa mais difícil. Por isso, diante desse cenário, as empresas precificam os produtos agressivamente e investem cada vez mais em ações de marketing para captação e conversão de clientes. 

Os players passam a cobiçar a participação no mercado um do outro e isso é muito frequente no segmento das agências de Marketing Digital. É um serviço que cresce a cada dia e cada vez mais pessoas querem ter a sua fatia do mercado. 

As empresas que precisam superar muitos concorrentes investem na primeira etapa do funil de vendas para captar mais clientes e apostam no relacionamento com o cliente para fidelizá-los, assim não perdem para os concorrentes. 

Conclusão

 

As 5 Forças de Porter são um modelo de gestão que vai identificar como as empresas podem se posicionar melhor no mercado, oferecendo produtos e serviços competitivos, monitorando constantemente as ações dos concorrentes e buscando formas de otimizar os processos.

É ideal para qualquer negócio. No caso das agências de Marketing Digital, é um ótimo modelo para entender como contornar a alta concorrência, conquistar os clientes e se manter atualizado frente às novas tendências e inovações. 

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